FERNANDO MIGUEL SANTOS

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A escrita sempre foi o meu maior sonho. Fazer das minhas palavras o berço de vozes ficcionais e a fundação da construção de realidades paralelas é um prazer indescritível. Porém, desta vez foi a realidade que me surpreendeu. Foi a vida, aquela que se desenrola com a normalidade dos dias, que se transformou. Sucederam-se momentos de dor, de sacrifício e de medo, mas houve espaço para alegrias e sucessos.  Esta intensidade vivida… Ler Mais

Passam Montanhas Fluidificam-se dois corpos na noite escura Sem que nenhum saiba o que procura Revestem-se da nudez envergonhada E ambos não sabem de nada Dão passos largos para grandes rebeliões Transformam-se em corajosas decisões Queimam-se no frio que desconhecem Mas o calor de cada noite não esquecem Seguram-se ao que lhes é mais sagrado Mas não há santo nem altar a ser lembrado Querem apenas vigorar vencendo a dor Sabendo que… Ler Mais

Poesia-Armadura A poesia Mais do que conversa de sala É colete à prova de bala A poesia Mais do que mera miragem É da palavra blindagem A poesia Mais do que uma ameaça É do peito a melhor couraça A poesia Mais do que insurgência É o elmo da inteligência A poesia Mais do que casa segura É do corpo justa armadura A poesia Seja acre, suja ou terna É eterna Fernando… Ler Mais

Pedestais Somos todos vulneráveis Às declarações amáveis Que oferecem altitude Nuvens nos pés Visão sem viés Túnel que nos ilude Ícaro também lá chegou E só depois se provou Que tinha a culpa toda Cobertura de inocência Manto de inconsciência Ou simples efeito de moda Mas somos roupa estendida Engelhada ou esquecida À espera de mais um uso Repousamos nas nossas gavetas Mamamos nas mesmas tetas Desejos em fluxo profuso Já me… Ler Mais

Quem disse que as telenovelas são inevitavelmente fúteis? Nos anos 90, as telenovelas brasileiras faziam o serão dos portugueses. Muitas delas, baseadas em livros de esplêndidos autores – como Gabriela Cravo e Canela e Capitães da Areia – contavam  histórias bem criadas com o fulgor produtivo da Globo. Depois, muitos anos mais tarde, veio a produção nacional. Com raros casos de interesse, como algumas telenovelas de Tozé Martinho, a maioria continha histórias… Ler Mais

Na sequência do flagelo da Notre Dame de Paris, a memória também se dirige para Victor Hugo, o escritor que imortalizou a história de Quasimodo. A Carta a Victor Hugo está publicada no blog Pista de Aterragem.   Fernando Miguel Santos escreve regularmente nos blogs Fiel Depositário e Pista de Aterragem.

A partilha de textos é uma das razões de ser da blogosfera e, porque não, da literatura como um todo. Aqui fica um guest post escrito por Fernando Miguel Santos, Viajar Mede-se em Sentimentos, no blog Moda e Style.   Leia ainda os restantos textos de Fernando Miguel Santos nos blogs Pista de Aterragem e Fiel Depositário.

Decidi escrever um novo conto de Natal. Comecei por libertar aquelas amarras com que, por vezes, tentamos recriar o realismo. Baptizei as personagens com os primeiros nomes que me surgiram e alguns são bem estranhos. Fledik, Yordik, Taldik e Uldrik. Quatro duendes, ajudantes do Pai Natal, que compõem o coro mais bonito que possam imaginar. Neste conto, cantam para Guilherme, o menino que é a estrela da história. A capa, muito mais… Ler Mais

Não me lembro de um dia da minha vida em que não tenha pensado em escrever. Mesmo nos dias em que não o faço penso nisso. Quando me sinto bem adoro escrever sobre isso. Quando me sinto menos bem alivia-me relatar o que sinto. As palavras têm mais poder do que armas. Mudam o mundo, formam pessoas, fazem de nós mais humanos do que somos. Escrever, seja o que for, é respirar…. Ler Mais