FERNANDO MIGUEL SANTOS

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Passam Montanhas Fluidificam-se dois corpos na noite escura Sem que nenhum saiba o que procura Revestem-se da nudez envergonhada E ambos não sabem de nada Dão passos largos para grandes rebeliões Transformam-se em corajosas decisões Queimam-se no frio que desconhecem Mas o calor de cada noite não esquecem Seguram-se ao que lhes é mais sagrado Mas não há santo nem altar a ser lembrado Querem apenas vigorar vencendo a dor Sabendo que… Ler Mais

Poesia-Armadura A poesia Mais do que conversa de sala É colete à prova de bala A poesia Mais do que mera miragem É da palavra blindagem A poesia Mais do que uma ameaça É do peito a melhor couraça A poesia Mais do que insurgência É o elmo da inteligência A poesia Mais do que casa segura É do corpo justa armadura A poesia Seja acre, suja ou terna É eterna Fernando… Ler Mais

Pedestais Somos todos vulneráveis Às declarações amáveis Que oferecem altitude Nuvens nos pés Visão sem viés Túnel que nos ilude Ícaro também lá chegou E só depois se provou Que tinha a culpa toda Cobertura de inocência Manto de inconsciência Ou simples efeito de moda Mas somos roupa estendida Engelhada ou esquecida À espera de mais um uso Repousamos nas nossas gavetas Mamamos nas mesmas tetas Desejos em fluxo profuso Já me… Ler Mais

Fotos: Victor Pollak/Globo

Na sequência do flagelo da Notre Dame de Paris, a memória também se dirige para Victor Hugo, o escritor que imortalizou a história de Quasimodo. A Carta a Victor Hugo está publicada no blog Pista de Aterragem.   Fernando Miguel Santos escreve regularmente nos blogs Fiel Depositário e Pista de Aterragem.

A partilha de textos é uma das razões de ser da blogosfera e, porque não, da literatura como um todo. Aqui fica um guest post escrito por Fernando Miguel Santos, Viajar Mede-se em Sentimentos, no blog Moda e Style.   Leia ainda os restantos textos de Fernando Miguel Santos nos blogs Pista de Aterragem e Fiel Depositário.

Decidi escrever um novo conto de Natal. Comecei por libertar aquelas amarras com que, por vezes, tentamos recriar o realismo. Baptizei as personagens com os primeiros nomes que me surgiram e alguns são bem estranhos. Fledik, Yordik, Taldik e Uldrik. Quatro duendes, ajudantes do Pai Natal, que compõem o coro mais bonito que possam imaginar. Neste conto, cantam para Guilherme, o menino que é a estrela da história. A capa, muito mais… Ler Mais

Não me lembro de um dia da minha vida em que não tenha pensado em escrever. Mesmo nos dias em que não o faço penso nisso. Quando me sinto bem adoro escrever sobre isso. Quando me sinto menos bem alivia-me relatar o que sinto. As palavras têm mais poder do que armas. Mudam o mundo, formam pessoas, fazem de nós mais humanos do que somos. Escrever, seja o que for, é respirar…. Ler Mais