FERNANDO MIGUEL SANTOS

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Quando se trabalha nos Cuidados Intensivos, a morte é uma presença constante. Felizmente, a maioria das vezes conseguimos escapar-lhe, salvando os nossos doentes de um fim trágico. Noutros casos, é ela que leva a melhor. Todos desejamos que a morte seja limpa, sossegada, acompanhada. É assim que gostamos de a imaginar para nós e para os nossos. Embora tentemos fugir dela e enganá-la sabemos que mais cedo ou mais tarde teremos de… Ler Mais

Mais uma noite. Mais decúbitos ventrais. Sim, doentes virados de barriga para baixo, apesar de toda a parafernália que os rodeia: cabos de monitorização de ritmo cardíaco, catéter venoso central, catéter arterial, catéteres venosos periféricos, tubo endotraqueal, sistema de aspiração fechado, sonda nasogástrica, sonda vesical… À volta, várias máquinas: monitor com os parâmetros vitais, ventilador, cama articulada, colchão com alternância de pressão. Bastariam as designações para assustar um leigo. Cinco pessoas reunem-se… Ler Mais